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Vila Real: o percurso sobre a nossa interioridade

  • carloalve3
  • 27 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Em breve, farei aqui um percurso em imagens deste processo.

Iniciado em Julho do ano passado, encaminha-se agora para o fim, um final suspenso, pois nenhuma investigação tem um fim. O nosso calendário, previamente estabelecido, ditava Junho como o fim e cumpriremos, sendo certo que em Julho, Agosto e Setembro continuaremos a falar disto e a mostrar o trabalho que foi feito ao longo deste ano.


Em breve, farei aqui um percurso em imagens, mas, agora, um resumo em palavras.


Em Julho (2022) juntámo-nos, a Helena, a Débora, a Bibiana e eu e conversámos. Eu não as conhecia pessoalmente mas elas faziam parte da companhia de teatro da minha infância.


Falar Verdade a Mentir

Auto da Índia

Auto da Barca do Inferno

Frei Luís de Sousa

Bodas de Sangue


Lembro-me de ver estas peças representadas, na minha infância e adolescência, pela Filandorra. A Débora e a Bibiana não faziam ainda parte, a Helena já.

Falámos então, eu expliquei o que queria fazer, elas disseram "ok" e eu escrevi um texto. Um texto para cena. Mas alguns textos para cena que escrevo às vezes não vão para cena, pelo que chamar-lhes texto para cena é o mesmo que dizer que determinado objecto é um prego para madeira; pode acontecer que nunca ninguém vá espetar aquele prego em sítio nenhum mas nominalmente continuará a ser um prego para madeira. O caminho entre o texto e a cena em Portugal é muito martelado; a analogia tem mais a ver com isso.

Não interessa. Avançamos.

Avançámos e lemos o texto, discutimo-lo e eu mudei coisas nesse texto. Voltámos a ler e, neste momento, ainda tenho coisas para alterar, pelo que não está terminado. Vai estar. Em Junho, como disse.

Este processo foi acompanhado pela rodagem de um documentário. Ainda continua mas já divulguei aqui alguns pedacinhos em forma de teaser e também já fiz uma pré-apresentação em Lisboa, no Espaço Imperfeito. Foi aí uma oportunidade para falar um pouco com as pessoas presentes sobre o trabalho que estávamos a fazer e ver do interesse que aquilo podia suscitar. Como suscitou algum, decidi continuar. Recolho depoimentos, impressões, reflexões, histórias de vida e trato de montar uma narrativa com isso tudo. Quero que este documentário - já tem nome, vai chamar-se PALCO INTERIOR - venha a constituir-se como um registo documental deste processo e também como uma fixação das palavras, memórias, gestos e pensamentos das pessoas que aqui participam. Quero também descobrir a minha forma de fazer esta narrativa, na qual me introduzo.


Tal como agora estou a escrever aqui, também este é um processo de escrita. Acompanho a pesquisa com a produção de um relato. O lançamento em livro da peça atrás referida e de um "caderno do processo" virá guardar para futuro a memória desta pesquisa, fixando processos, ideias, resoluções, dificuldades e conclusões (se as houver). Tenho um caderno para partilhar com o público e com as pessoas que colaboraram comigo e pretendo fazê-lo.

 
 
 

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Carlos Alves é membro da PLATEIA - Associação de Profissionais das Artes Cénicas

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